18/11/2021 às 19h26min - Atualizada em 18/11/2021 às 19h26min

Presidente da Câmara Federal, Arthur Lira rebate Bolsonaro e diz que PEC dos Precatórios não permite reajuste de servidores

A PEC 23 está no Senado e Lira espera que haja poucas alterações em texto que está sendo analisado pelos parlamentares

O Globo
O deputado Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, na condução da votação da PEC dos Precatórios, no último dia 9 de novembro Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse nesta quinta-feira desconhecer a abertura de qualquer espaço fiscal para o reajuste de servidores a partir da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios. O texto, aprovado por deputados e em análise pelo Senado, foi usado por Jair Bolsonaro para sinalizar o aumento de salário ao funcionalismo.

Na terça-feira, Bolsonaro disse que a medida beneficiaria “todos” os funcionários públicos, “sem exceção”.

Eu absolutamente não vi e não conheço esse espaço (fiscal). Os números que foram apresentados pela Economia para a Câmara dos Deputados não previam esse aumento. Eu penso que aquele portfólio de custos que foi amplamente divulgada para a imprensa possa ser honrado, para que a gente tenha a fidedignidade do que foi acertado nas discussões do plenário, para que seja mantido (o combinado) — afirmou Lira.

Mais cedo, Lira esteve em reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ocasião em que debateram a tramitação da proposta, vista como fundamental pelo governo para financiar o Auxílio Brasil, programa que substitui o Bolsa Família.

PEC dos Precatórios:  Ministro da Cidadania diz que reajuste de servidores não está no 'elenco'

Tivemos uma reunião com Rodrigo Pacheco, também com o relator Fernando Bezerra (MDB-PE). Muito positiva. Há muitas sugestões, algumas propostas, como é normal, mas eu penso que alguns ajustes possam aprimorar a PEC. (Agora é) esperar o resultado. Deve ser (votado) na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) semana que vem e plenário dia 30. Até lá, é trabalhar para que seja uma votação tranquila e que possam ser preservados pontos importantes — disse Lira.

Diante das dificuldades nas negociações entre senadores, Lira disse ainda que espera que a proposta não retorne inteiramente para nova análise pela Câmara.

Torço para que o texto tenha a sua aprovação mantida em 95%, 96%. Sempre há aquele dispositivo para que textos comuns sejam promulgados e alguma diferença a gente possa trazer (de novo para votar na Câmara). Acho que a Câmara já trabalhou e votou muito este ano. Não espero ter mais esse trabalho.

Lira também deixou claro que, no momento, não há ambiente político para aprovar a reforma administrativa este ano.

Na reforma administrativa cumprimos o que falamos, não mexemos em direito adquirido. Mas, com a pouca mobilização de quem quer a PEC e o pálido apoio do governo, não temos como trazer de novo a matéria para a pauta, como se encontra. Está pronta para o plenário (regimentalmente). Mas ela só virá ao plenário quando houver convergência de forças — argumentou. 


Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://intopo.com.br/.
Fale pelo Whatsapp
Atendimento
Precisa de ajuda? fale conosco pelo Whatsapp