18/10/2021 às 15h51min - Atualizada em 18/10/2021 às 15h51min

Lojas Americanas e Americanas S.A. analisam fusão de ações

A unificação das bases acionárias poderá anteceder a migração dos papéis da empresa para uma nova sociedade, com sede no interior\

Folha UOL
Tércio Teixeira - 27.mar.2020/Folhapress

A Americanas e a Lojas Americanas anunciaram em conjunto nesta segunda-feira (18) que as companhias estudam fundir suas ações (AMER3 e LAME3/LAME4) em uma única classe no Novo Mercado, segmento da B3, a Bolsa de Valores brasileira, onde estão listadas as companhias com os mais altos padrões de governança, habilitadas a atender investidores internacionais.

O comunicado deu fôlego aos papéis do grupo e, às 15h22, AMER3 e LAME4 subiam 4,65% e 20,53%, respectivamente, ambos entre os cinco mais negociados do dia. A Bolsa subia 0,07%, a 114.726 pontos.

A unificação das bases acionárias poderá anteceder a migração dos papéis da empresa para uma nova sociedade, com sede no exterior. As ações seriam listadas na Bolsa de Valores de Nova York ou na Nasdaq, segundo fato relevante publicado nesta segunda.

"A análise dessa oportunidade está, no momento, em andamento, em nível operacional, devendo o seu resultado, quanto à conveniência e viabilidade jurídica, ser submetido à administração das companhias, para uma decisão que será, se for o caso, levada à oportuna manifestação dos acionistas, não havendo até o momento qualquer decisão a esse respeito, quer quanto à própria reorganização, quer quanto à estrutura jurídica que a mesma poderia tomar. As Companhias manterão os acionistas informados acerca dos eventuais desdobramentos e avanços verificados", diz o comunicado.

Em nota, o Goldman Sachs classificou a reorganização como positivamente estratégica porque poderia aumentar o poder de voto dos minoritários, que realmente detêm a maioria da empresa, e ampliar potencialmente a liquidez da ação, embora o banco tenha destacado que os termos da combinação ainda precisam ser finalizados.

"Esse era um ponto [unificação das ações para listagem no Novo Mercado] que os investidores sempre questionaram e até havia gerado frustação por não ter ocorrido quando houve a fusão [das empresas] no início do ano", diz Danniela Eiger, head de varejo da XP.

Em abril, a Lojas Americanas, que representa o segmento de lojas físicas, e a Americanas, responsável pelo comércio online, anunciaram uma combinação operacional de seus negócios e, na ocasião, também comunicaram que estudavam uma reorganização societária com o objetivo final de migração de sua base acionária para o exterior.

 


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