05/10/2021 às 10h48min - Atualizada em 05/10/2021 às 10h48min

Motoristas e cobradores de Teresina paralisam atividades em protesto contra diárias de R$ 30

A categoria denuncia que as empresas estão há sete meses sem pagar os salários dos funcionários, que apesar de serem assalariados, estão vivendo de diárias.

G1 Piauí
Foto: Ilanna Serena/g1

Motoristas e cobradores do transporte público de Teresina realizam, na manhã desta terça-feira (5), uma paralisação no Centro da cidade. Eles cobram melhoria salarial e uma convenção coletiva de trabalho.

Os trabalhadores fizeram uma caminhada na Avenida Frei Serafim e seguiram até a Praça da Bandeira, para uma paralisação de uma hora. Os ônibus estão parados na rua Areolino de Abreu que dá acesso à Praça da Bandeira.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários (Sintetro), Ajuri Dias, as empresas estão há sete meses sem pagar os salários dos funcionários, que apesar de serem assalariados, estão vivendo de diárias. A diária do motorista varia de R$ 50 a R$ 70 e o cobrador R$ 30 a R$ 40.

"Esse protesto é pelo retorno da dignidade. Estamos há dois anos sem convenção, recebendo diárias. Cerca de 60% da categoria foi demitida desde o início da crise do transporte público, que iniciou em maio de 2019", declarou.

Ajuri Dias afirmou que o objetivo é chamar a atenção para a situação que a categoria está passando. “É um ato pacífico, estamos denunciando as nossas condições de trabalho, os salários, pois tem empresa que não pagou. Queremos mais atenção para a convenção coletiva de trabalho. Vamos fazer uma paralisação de uma hora e depois vamos liberar os ônibus”, explicou o presidente do Sintetro.

Ele explicou que no momento a categoria não trabalha com a possibilidade de fazer uma greve, mas que durante a semana mais atos devem ser realizados.

O presidente do Sintetro afirmou que a frota em Teresina está bastante reduzida, e que em alguns dias apenas 20% dos ônibus estão circulando. Com a redução dessa frota, os motoristas e trabalhadores que estão trabalhando recebem por meio de diária, sem ter um valor fixo de salário.

“Essa discussão entre o município e os empresários não inclui os trabalhadores no debate. Estamos nos sentido desprezados e, junto com a população, estamos entre os afetados. Estamos trabalhando por diária e não aguentamos mais. É preciso que essa situação seja resolvida logo”, finalizou.

 

População sofre ainda mais com a situação

"O jeito é esperar. A alternativa é pegar transporte alternativo, mas pesa no bolso, eu, por exemplo, tô sem dinheiro, não tenho o que fazer, acho que muitas pessoas também", lamentou a estudante Vitória Lima Sousa.

"Eu trabalho com vendas, hoje sei que não vai ser bom porque as pessoas não tem como sair de casa para ir ao restaurante, porque eu não tenho como comprar e levar meus materiais. Está muito complicado. Eles não recebem o dinheiro deles e todos saem prejudicados porque é um trabalho muito importante, a situação é difícil", relatou o empresário Antônio José de Oliveira.

 

Empresários debatem situação

Na noite dessa segunda-feira (4), os empresários estiveram reunidos no Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut), que ficou de posicionar sobre as reivindicações dos trabalhadores.


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