23/03/2022 às 19h55min - Atualizada em 23/03/2022 às 19h55min

TRT propõe "pacto emergencial" após empresários e grevistas não entrarem em acordo

A desembargadora Liana Chaib informou que está sugerindo um pacto emergencial para que a greve seja paralisada

Redação
Foto: Renato Andrade


A tentativa do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de encerrar a greve dos motoristas de ônibus foi frustrada. Após mais de duas  horas e meia de reunião, na sede do Tribunal, os dois sindicatos – patronal e empregados –  não avançaram na negociação. 

A presidente do TRT, desembargadora Liana Chaib, informou que a greve vai continuar pois os sindicatos não conseguiram fechar  um acordo. 

"Hoje não temos um acordo. Não estamos saindo com uma definição. Estamos trabalhando para isso, mas sempre existe uma semente que está sendo plantada, é o que estamos fazendo hoje, plantando uma semente para que possa ocorrer essa definição. Vamos tentar realizar uma nova reunião amanhã", afirmou.

A desembargadora Liana Chaib informou que está sugerindo um pacto emergencial para que a greve seja paralisada.

"A proposta do Tribunal é de um pacto emergencial. O pedido é que as categorias vislumbrem algo para depois,  uma oferta para ser cumprida para daqui a três meses, ou cinco meses visando alguma melhoria, e se não for cumprida, aí sim teria a paralisação. Então essa é a proposta da Justiça", disse a desembargadora.

Liana Chaib afirmou que está sendo difícil encontrar um acordo entre as duas categorias. "O impasse é que os dois sindicatos têm pouco a oferecer em razão da situação do transporte coletivo, que não é de agora, é de vários anos. Ainda teve a pandemia que agravou mais o problema, onde teve perdas mútuas e não se resolve de imediato, então queremos uma recomposição nem que seja um pouco mais lenta e esse é o nosso pedido, que eles possam vislumbrar isso para frente, um compromisso", pontuou.

Ela informou que a participação do município é importante na discussão. "Eu entendo que quanto mais partícipes se envolvem no problema do transporte coletivo, evidentemente que soma e o município pode sim contribuir. Um problema para ser resolvido por três ou quatro é mais fácil. O papel do tribunal é tentar com todos que podem contribuir, então vamos tentar sim [com a prefeitura]", finalizou.

Com informações de Cidade Verde



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