22/03/2022 às 15h32min - Atualizada em 22/03/2022 às 15h32min

Mãe fala sobre rotina escolar de filha com síndrome de down em escola pública de Teresina

PMT
“Síndrome de Down não atrapalha nada, o que atrapalha é a desinformação e o preconceito”. Esse é o recado da Márcia Mendes, mãe da pequena Hirla Maiune, de 5 anos, que nasceu com Síndrome de Down e desenvolveu ao longo dos anos um monte de habilidades: carinhosa, educada, inteligente. “É o que todo mundo fala”, conta a mãe, orgulha.

A Síndrome de Down não é uma doença, mas uma mutação do material genético humano. As organizações que batalham pela causa, principalmente contra o preconceito, buscam conscientizar as pessoas sobre a importância da luta pelos direitos igualitários, o seu bem-estar e a inclusão das pessoas com Down na sociedade.

Maiune começou a estudar aos 3 anos no Centro Municipal de Educação Infantil Tia Eutália, na zona Sudeste, onde aprendeu as primeiras letras e absorveu lições importantes de cidadania, sociabilização e autoestima. A menina era acompanhada semanalmente por uma psicopedagoga, que ofereceu suporte para os primeiros passos escolares. Até a mãe recebeu ajuda. Márcia era orientada a como contribuir ensinando as atividades em casa.

Depois passou a estudar no CMEI Tom Jobim, no Vale do Gavião. Lá recebeu o suporte de uma auxiliar de apoio a inclusão, que oferece ajuda em tarefas mais complexas ao tempo que ensina sobre autonomia. Na escola, aprendeu a largar as fraldas, se alimentar sozinha e participar de todas as atividades, seguindo os passos dos colegas.

Para a diretora do CMEI, Clara de Assis, a educação é direito de todos e começa pelo acolhimento. “Primeiramente precisamos entender o que é a Síndrome de Down, para apoiá-la em sua rotina, direcionando conteúdos em um formato que seja mais compreensível, dentro de suas habilidades. Temos a sorte de poder contar com a parceria da mãe, e juntas valorizamos cada conquista dela, para que se sinta sempre acolhida, que tenha a escola como sua segunda casa e obtenha sucesso”, explicou a gestora.

E para quem pensa que para por aí, a menina estuda música, se dedica na fisioterapia e está em busca de um esporte que se apaixone. “Um dos primeiros apoios que recebi foi da escola, para perceber que minha filha não é diferente de ninguém. Ela pode aprender igual, brincar igual e passar lições de vida que nem imaginamos. Claro que precisei me preparar para acompanhar seu desenvolvimento, no seu tempo, mas vale muito a pena”, declarou a mãe.

Márcia Mendes deixa um recado para as outras famílias: “Os pais precisam acreditar mais nos seus filhos, acreditar que uma criança com Síndrome de Down não é limitada, é capaz de fazer tudo. O que é limitada é a capacidade de quem está do lado de ensinar, de estimular. Quanto mais incentiva, mais ela consegue. Pra mim ela é uma criança normal, quero vê-la na universidade, trabalhando, porque sei que ela é capaz”, conclui a supermãe.

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