21/03/2022 às 14h59min - Atualizada em 21/03/2022 às 14h59min

Estudantes e trabalhadores sofrem com a paralização dos ônibus

Lorenna Ramalho

Comerciantes do centro de Teresina amanheceram receosos devido à greve dos ônibus, no entanto, apesar da paralisação de 100% da frota dos ônibus, ainda houve movimentação das pessoas pelas ruas do centro de Teresina. Para suprir o desfalque dos ônibus e atender às demandas da população,  veículos foram  cadastrados pelo Strans. De acordo com a A Strans 250 veículos alternativos foram contratados. 

"Está complicado . Eu entendo a reivindicação dos trabalhadores por um reajuste salarial, mas como sempre , a população que precisa do transporte público,fica prejudicada", disse a vendedora Arlete Mara. "Felizmente , podemos contar com Uber e outros carros cadastrados no Strans, além de moto taxi, mas mesmo assim, sai caro pra quem já não tem muito dinheiro", reclamou.




  Leia abaixo as notas da Prefeitura de Teresina e do Setut, na íntegra:

Prefeitura de Teresina

Nota

A prefeitura de Teresina informa que já cadastrou 250 veículos alternativos para atuarem durante a greve do transporte coletivo na capital.

A Strans informa ainda que está implantando o projeto de táxi lotação, onde 2 mil veículos devem ser cadastrados.

O superintendente da STRANS, Major Cláudio Pessoa está disponível para atender a imprensa em entrevista coletiva ao meio dia desta segunda-feira (21).

SETUT

Empresas são notificadas da greve dos motoristas, mas querem manter os ônibus funcionando

A problemática do transporte público de Teresina vem se estendendo com diversos fatores que envolvem a Prefeitura, empresários e trabalhadores do setor. O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) recebeu na última quinta-feira (17) a notificação do Sintetro, em que informa a decisão de greve para a segunda-feira (21). O Consórcio SITT, através do SETUT, informa que as empresas querem manter o funcionamento dos serviços oferecidos, com o objetivo principal de atender as demandas dos passageiros, assegurando o direito de ir e vir dos cidadãos e trabalhadores teresinenses.

A falta de diálogo efetivo com a prefeitura, o não cumprimento por parte da prefeitura do acordo firmado em out/21 e a falta de objetividade dos gestores públicos em apresentar soluções para o transporte, tem prejudicado o sistema, e por consequência imediata, os clientes usuários dos transportes, que tanto necessitam dos serviços.

“O SETUT tem participado de mesas de negociações e propostas junto à Superintendência Regional do Trabalho no Piauí, buscando solucionar as demandas trabalhistas de motoristas e cobradores de ônibus. As empresas seguem cumprindo devidamente suas obrigações e o acordo firmado com a Prefeitura de Teresina, assumidas em outubro de 2021. Contudo, como a gestão municipal não tem cumprido, desde janeiro de 2021, com diversas obrigações contratuais, principalmente no tocante ao repasse das verbas necessárias à sobrevivência do setor, isso tem inviabilizado por completo qualquer possibilidade de haver acordo trabalhista para com seus colaboradores", disse Naiara Moraes, consultora jurídica do SETUT.

Segundo a entidade, os valores calculados que resultaram em um total de R$ 71.950.946,51 são referentes aos prejuízos acumulados de jan/21 até fev/22, e que são extremamente necessários para garantir a manutenção dos compromissos financeiros e operacionais do setor. Naiara Moraes reafirma que as empresas defendem a manutenção da frota operante e que a Prefeitura possa fazer algo urgente para que a greve não aconteça.

"Criadas ainda em outubro do ano passado, duas comissões especiais formadas pela Prefeitura de Teresina para encontrar soluções para o transporte coletivo da Capital, sendo uma para a bilhetagem eletrônica e outra para analisar alternativas financeiras, nunca deram posição quanto aos assuntos, enquanto a população segue enfrentando sozinha os problemas gerados pela crise do transporte público. As empresas de transporte seguem a disposição para um diálogo claro e resolutivo, estando aptas para prestar os serviços com qualidade e de forma a atender às necessidades da população. Defendemos a não realização da greve anunciada e sim ao acordo entre as partes envolvidas”, conclui a advogada.


 

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