21/03/2022 às 08h00min - Atualizada em 21/03/2022 às 08h00min

Dia 21 de março - Dia Internacional da Síndrome de Down

A data tem como principal objetivo conscientizar a população sobre a inclusão e promover a discussão de alternativas

Maria Elvira
Reprodução/Internet



O Dia Internacional da Síndrome de Down é celebrado em 21 de março. Esse dia foi criado com o objetivo de conscientizar a população sobre inclusão, defesa dos direitos e bem-estar dos portadores da síndrome.

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, sem vetos, o projeto de lei que institui o Dia Nacional da Síndrome de Down, a ser celebrado no dia 21 de março de cada ano. O texto foi transformado na Lei 14.306/21.

A data escolhida é uma alusão à presença de três cópias do cromossomo 21 em vez de duas, nas pessoas com a síndrome. A intenção é fazer, todos os anos, atividades e eventos para aumentar a conscientização e criar uma voz global única para defender os direitos, inclusão e bem-estar das pessoas com síndrome de Down.

A lei estabelece ainda que os órgãos públicos responsáveis pelas políticas voltadas a pessoas com síndrome de Down promoverão eventos que valorizem os indivíduos com a síndrome na sociedade.

Síndrome de Down é uma condição genética caracterizada pela trissonomia cromossomo 21. Essa condição foi reconhecida há mais de um século, em 1866, pelo médico John Langdon Down, o qual verificou semelhanças físicas entre crianças que apresentavam algum tipo de deficiência intelectual.

Os portadores da síndrome de Down apresentam geralmente olhos amendoados, rosto arredondado, além de alguns problemas, como a cardiopatia congênita e a deficiência intelectual de gravidade variável. No Brasil, de cada 600 a 800 nascimentos, uma criança apresenta síndrome de Down.

A síndrome de Down não apresenta prevalência sobre alguma social, raça ou gênero, e não se sabe exatamente o mecanismo que desencadeia essa aneuploidia.

No entanto, a idade da mãe é um fator que influencia no nascimento de crianças com a síndrome. A partir dos 35 anos, os riscos de gerar uma criança com síndrome de Down aumentam gradualmente. Com menos de 30 anos, o risco de gerar-se uma criança com síndrome de Down é de cerca de 0,04%, e esse risco aumenta para 0,92% para mães com 40 anos.

O diagnóstico da síndrome de Down pode ser realizado ainda durante a gestação por meio da realização de exames clínicos. Entre a 11ª e 14ª semana de gestação, todas as gestantes devem realizar o  ultrassom morfológico fetal para avaliar a translucência nucal.

A síndrome de Down também pode ser  diagnosticada após o nascimento da criança,  em um primeiro momento, com base em suas características físocas, e, em seguida, com a realização do exame de cariótipo ( estudo dos cromossomos). O exame de cariótipo auxilia também na determinação do grau de risco do casal vir a ter outro filho com a síndrome.

O portador da síndrome de Down apresenta maior probabilidade de desenvolver alguns problemas de saúde, como:

•Deficiência intelectual de gravidade variável;

•Hipotonicidade (falta de força muscular) e dificuldades motoras;

•Problemas de audição, respiração, visão e fala;

•Distúrbios do sono;

•Obesidade;

•Distúrbios da tireoide;

•Doenças como leucemia, Alzheimer, doença cardíaca estrutural (cardiopatia congênita) e diabetes;

•Podem apresentar um tempo de vida menor que o normal.

Entretanto, ė importante destacar que, com acompanhamento médico e realização das terapias necessárias, a expectativa de vida de uma pessoa com síndrome de Down pode ultrapassar 60 anos.

Embora portadores da síndrome de Down apresentem maior probabilidade de desenvolver algumas doenças, eles possuem menor probabilidade de desenvolver, por exemplo, aterosclerose, pressão alta, infartos e alguns tumores.


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