20/09/2021 às 18h06min - Atualizada em 20/09/2021 às 18h12min

Bolsa de valores tem queda de quase 3% em dia de tensão externa; dólar opera em alta

A Bolsa operava em queda na tarde desta segunda-feira (20), em um dia de tensão nos mercados externos

Uol
Trovo Academy

Por volta das 17h, o Ibovespa — principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) — tombava 2,33%, aos 108.842,94 pontos. Na sexta-feira (17), o indicador já havia fechado em forte queda de 2,07%, aos 111.439,367 pontos.

 

Já o dólar comercial operava em alta de 1,63% no mesmo horário, sendo vendido a R$ 5,368. Na última sessão, a moeda norte-americana teve valorização de 0,33%, fechando a R$ 5,282. A valorização do dólar e a queda da Bolsa hoje acompanham o movimento internacional de busca por segurança em meio a temores sobre o crescimento global e endividamento da gigante chinesa Evergrande, antes ainda das reuniões de política monetária do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil. O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

 

Os operadores globais têm visto muitos motivos para cautela nas últimas semanas, em meio a sinais de salto da inflação e arrefecimento do crescimento nas maiores economias do mundo, enquanto o risco elevado de default da incorporadora chinesa Evergrande gerava temores de impacto disseminado nos mercados financeiros.

 

A semana repleta de reuniões de política monetária também ajudava a manter o tom de cautela entre os investidores, disse em nota Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora, citando o encontro do Federal Reserve como o destaque da agenda.

 

O Banco Central dos Estados Unidos encerra sua reunião de dois dias na quarta-feira, e dados econômicos mistos têm embaçado as perspectivas dos investidores para o futuro do estímulo monetário na maior economia do mundo, embora a maioria espere que um anúncio de corte nas compras de títulos do Fed fique para novembro ou dezembro. Segundo especialistas, a antecipação desse anúncio tenderia a impulsionar a divisa norte-americana globalmente, uma vez que redução de estímulos sugeriria retorno de dólares para os EUA.

 

 No Brasil, o Banco Central também anunciou na quarta-feira sua decisão de política monetária, e o consenso do mercado é de que a taxa Selic será elevada em 1 ponto percentual, a 6,25% ao ano.

 


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