21/01/2022 às 10h48min - Atualizada em 21/01/2022 às 10h48min

Curso online gratuito busca sensibilizar comunicadores populares e jornalistas do Piauí a não esquecer a hanseníase, participe!

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link https://www.even3.com.br/ohec2022/

Comunicação do Morhan:

Na próxima terça-feira (25 de janeiro), o núcleo Piauí do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) oferece um curso online sobre Comunicação e Hanseníase, voltado a comunicadores populares e jornalistas da região. A oficina será realizada das 8h ao meio-dia por conferência do Zoom e conta com a parceria da Comradio, do Sindicato dos Jornalistas e do Sindicato dos Radialistas do Piauí. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link https://www.even3.com.br/ohec2022/ 

 

O projeto é uma das atividades do Morhan financiadas pela Iniciativa Sasakawa para a Hanseníase (ISH). O movimento brsileiro é uma das 32 organizações de 13 países que participam da campanha internacional que promove a mensagem “Não esqueça da hanseníase” no período que antecede o Dia Mundial da Hanseníase, em 30 de janeiro. Organizada pela ISH, a campanha inclui atividades de conscientização e divulgação junto aos governos e está sendo disseminada por meios de comunicação, mídias sociais e ações comunitárias presenciais.

 

Com sede em Tóquio, no Japão, a Iniciativa Sasakawa para Hanseníase (ISH) lançou a campanha “Don’t forget Hansen’s disease” / “Não esqueça da hanseníase” em agosto de 2021 para garantir que os esforços contra a doença não sejam deixados de lado em meio à pandemia de coronavírus. Participam ONGs, organizações de pessoas afetadas pela hanseníase, institutos de pesquisa e agências governamentais de Bangladesh, Brasil, Índia, Indonésia, Nepal, Nigéria, Papua Nova Guiné, Portugal, Senegal, Serra Leoa, Tanzânia, Uganda e Reino Unido.

 

O embaixador da Boa Vontade da Organização Mundial de Saúde para a Eliminação da Hanseníase, Yohei Sasakawa, integra a iniciativa e afirma: “O impacto da pandemia de coronavírus foi particularmente difícil para as pessoas afetadas pela hanseníase e suas famílias que estavam em uma situação vulnerável, para começar. Os bloqueios e outras medidas para impedir a propagação do vírus causaram muitos problemas no interior dos países, dificultando o acesso a serviços médicos, causando perda de meios de subsistência e exacerbando as dificuldades que as pessoas afetadas pela hanseníase já encontram devido ao estigma e à discriminação. Essas pessoas não devem ser esquecidas.”

 

Projeto no Piauí é um convite para que comunicadores sejam multiplicadores da campanha

 

A oficina oferece certificado de participação e será ministrada pela coordenadora da comunicação nacional do Morhan, Nanda Duarte - jornalista, mestre em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), e também assessora da Relatora Especial da ONU para os direitos das pessoas afetadas pela hanseníase, Alice Cruz.

 

Serão abordados os módulos: 

1) O que é a hanseníase - a doença, sua história social e os desafios de seu enfrentamento

2) Hanseníase e direitos humanos

3) Lei/Rótulos: o que considerar, o que evitar e porquê

4) Comunicação e hanseníase: por uma linguagem da dignidade

 

A oficina inclui ainda uma breve aula da professora Olívia Dias de Araújo, que é doutora em enfermagem e coordena o núcleo temático de doenças tropicais negligenciadas na Universidade Federal do Piauí e voluntária do Morhan-PI, que vai tirar dúvidas sobre a hanseníase, seus sinais e sintomas, o tratamento e a cura. “O nosso objetivo é que os comunicadores do Piauí se tornem multiplicadores da mensagem da campanha e possam produzir conteúdos com o nosso apoio, a fim de ampliar a conscientização sobre a doença e o enfrentamento ao estigma”, explica a coordenadora do projeto no Piauí, Francilene Mesquita.

 

No Brasil, campanha está mobilizando projetos em sete estados

 

Além do Piauí, núcleos do Morhan espalhados pelo Brasil tiveram projetos selecionados pela ISH para mobilizar ações em diversas cidades de outros seis estados: Ceará, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. As atividades vão desde capacitações voltadas para profissionais de saúde, passando por ações de conscientização da população, oficinas voltadas para jornalistas e comunicadores, mobilização de artistas, até a sensibilização de meios de comunicação para a veiculação de materiais da campanha. A mobilização pode ser acompanhada nas mídias sociais do movimento no facebook, instagram, twitter e youtube, e pela hashtag #naoesqueçadahanseníase

 

Sobre o Morhan 

 

O Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas Pela Hanseníase (MORHAN) tem 40 anos de atuação para a eliminação da hanseníase e do preconceito e pela garantia dos direitos humanos das pessoas afetadas pela doença e seus familiares. Sua militância nasceu vinculada às comunidades das antigas colônias de isolamento das pessoas afetadas pela doença - que ainda estavam ativas em 1981. Quando conquistado o fim do isolamento compulsório, o MORHAN seguiu lutando por políticas de reparação, como a lei 11.520, de 2007, e os projetos de lei de indenização aos filhos separados, que ainda não foram aprovados nacionalmente. A preservação e o tombamento dos territórios das antigas colônias e educandários, locais de memória sensível que fazem parte da história das milhares de pessoas que foram segregadas, também fazem parte da luta do movimento. Hoje, o Morhan integra os conselhos nacionais de Saúde, de Direitos da Mulher, de Direitos das Pessoas com Deficiência e dos Direitos Humanos; conta com mais de dois mil voluntários e de 50 núcleos em todas as regiões do país, e segue lutando por uma profunda transformação social. 

 

Sobre a Iniciativa Sasakawa para Hanseníase 

 

A Iniciativa é uma aliança estratégica entre o Embaixador da Boa Vontade da OMS para a Eliminação da Hanseníase, Yohei Sasakawa, a Fundação Nippon e a Fundação de Saúde Sasakawa para alcançar um mundo sem hanseníase e problemas relacionados à doença. Desde 1975, a Fundação Nippon e a Fundação de Saúde Sasakawa apoiam os programas nacionais de hanseníase de países endêmicos por meio da OMS, com apoio total de cerca de US $200 milhões até o momento. Em cooperação com o governo japonês e outros parceiros, as fundações têm desempenhado um papel importante na defesa junto às Nações Unidas, ajudando a garantir uma resolução da Assembleia Geral da ONU de 2010 sobre a eliminação da discriminação contra pessoas afetadas pela hanseníase e seus familiares e a nomeação de um Relator Especial da ONU sobre hanseníase pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU em 2017.

 

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