20/01/2022 às 14h05min - Atualizada em 20/01/2022 às 14h05min

Covid-19: entenda as reações adversas mais comuns da vacina em crianças

Especialistas explicam que os principais efeitos colaterais do imunizante pediátrico da Pfizer/BioNTech são no local da aplicação, como dor e vermelhidão.

Terra

Ainda que o início da vacinação infantil contra Covid-19 seja uma dose de esperança aos pais de crianças de cinco a 11 anos, o momento também traz dúvidas sobre o que esperar após a imunização pediátrica. No entanto, especialistas ouvidos tranquilizam os responsáveis dos pequenos, explicando que os efeitos colaterais da Pfizer/BioNTech observados até o momento são brandos

"Os estudos de licenciamento demonstraram que a imensa maioria dos eventos adversos é de grau leve a moderado, com duração de um a dois dias, incluindo principalmente as reações no local da aplicação da vacina como dor, inchaço, vermelhidão e, às vezes, até um gânglio aumentado" esclarece a pediatra Flávia Bravo, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

 

Além dos eventos adversos locais, os sintomas chamados de sistêmicos também são comuns, como febre, fadiga, dor de cabeça, nas juntas e também mal-estar

. O importante é que, independente de qual tipo seja, eles não devem persistir por mais de dois a três dias, como informa Daniel Jarovsky, infectologista pediátrico do Sabará Hospital Infantil.
 

Por que as vacinas podem ter efeitos colaterais?

 

Flávia pontua que estas reações do organismo não são exclusivas à vacina, podendo surgir diante de qualquer contato do corpo a um agente externo a ele. "Só que em relação à imunização, a intenção da vacina é provocar uma reação imune, em que a produção de anticorpos e imunidade celular envolvem a liberação de substâncias que são inflamatórias", esclarece a diretora da SBIm.

 

Outra explicação é que alguns imunizantes possuem componentes chamados de adjuvantes. "Eles são usados junto com as partículas do vírus ou bactéria para causar propositalmente um pouco mais de reação local para que a resposta imune seja potencializada", completa Daniel. No entanto, vale ressaltar que este não é o caso da vacina pediátrica da Pfizer.


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