12/01/2022 às 15h39min - Atualizada em 12/01/2022 às 15h39min

Covid: associação recomenda testar só para quem tem sintomas fortes

Abramed está preocupada que devido à alta procura comecem a falta insumos para examinar pacientes mais graves

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A Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica) recomendou nesta quarta-feira (12) que os laboratórios particulares priorizem o uso dos testes RT-PCR e de antígeno para diagnosticar Covid-19 em pessoas com sintomas mais graves e evitem utilização em assintomáticos ou com sinais leves. A entidade está preocupada com a possível falta de insumos, já que aumentou muito a procura por exames devido à variante Ômicron, que é mais transmissível. 

"Quando avaliamos as notícias que vêm de outros países, de que eles já estão sem insumos, é certo que o problema chegará ao Brasil. Não é possível mensurar nesse momento até quando poderemos atender, pois os estoques são variados dependendo do laboratório e da região, mas há um risco real de desabastecimento”, explicou o presidente do Conselho de Administração da Abramed, Wilson Shcolnik, em documento divulgado pela assessoria de imprensa da associação.

 

O documento fala ainda que se os estoques não forem recompostos rapidamente poderá ocorrer a falta de oferta de exames. Em nota técnica a entidade vai recomendar aos associados a priorização de pacientes para efetuarem os testes, segundo uma escala de gravidade.

“O ideal seria seguirmos testando todo mundo que se expôs de alguma forma, porém, com o cenário que vislumbramos a curto prazo, recomendamos fortemente que sejam submetidos a testes apenas os pacientes que tenham maior gravidade de sintomas, pacientes hospitalizados e cirúrgicos, pessoas no  grupo de risco, trabalhadores assistenciais da área da saúde, e colaboradores de serviços essenciais", afirmou Shcolnik.

E ele completa: "Cessando a testagem de contactantes, assintomáticos e pessoas com sintomas leves, que devem permanecer em isolamento até que o cenário seja normalizado, deixando a possibilidade de teste para os pacientes mais críticos.” 
 


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