05/01/2022 às 16h05min - Atualizada em 05/01/2022 às 16h05min

Após receber alta, Bolsonaro alfineta Ivete Sangalo: "está chateada porque acabou a teta gorda” da Lei Rouanet

Em show no último dia 29, cantora baiana havia puxado coro contra o presidente

O Globo
Presidente Jair Bolsonaro e a cantora Ivete Sangalo Foto: Montagem com fotos de reprodução

Após receber alta do hospital onde estava internado desde a madrugada de segunda-feira, em São Paulo, para tratar uma obstrução intestinal, o presidente Jair Bolsonaro declarou nesta quarta-feira (5) que “acabou a mamata” na Lei Rouanet e criticou a cantora Ivete Sangalo e o ator Zé de Abreu. O presidente afirmou que a Secretaria da Cultura vai reduzir o limite de captação de recursos por artista pela Lei.

“Estamos mexendo na Lei Rouanet. Quando entrei no governo, o limite para artistas era de R$ 10 milhões por ano. Eu passei imediatamente para R$ 1 milhão. Estou conversando com o Mario Frias agora e vamos passar, nos próximos dias, para R$ 500 mil. Queremos atender àquele artista que está começando a carreira, e não figurões ou figuronas como a querida Ivete Sangalo”, afirmou Bolsonaro em coletiva de imprensa. Um vídeo com a declaração foi postado pelo perfil oficial do presidente da República no Twitter.

O presidente continuou a alfinetar a artista: “Ela (Ivete Sangalo) está chateada, o Zé de Abreu está chateado, porque acabou aquela teta gorda deles, de pegar até R$ 10 milhões da Lei Rouanet e defender o presidente de plantão. Não quero que me defendam, quero que falem a verdade a meu respeito. Fizemos muita coisa”, declarou.

O desentendimento com a cantora começou na última quarta-feira (29), quando Ivete, que vinha sendo criticada por não se posicionar politicamente em entrevistas e nas redes sociais, incentivou o público de um show em Natal, no Rio Grande do Norte, a gritar insultos contra o presidente. Em um vídeo que viralizou, a plateia ecoa: "Ei, Bolsonaro, vai tomar no c*", e Ivete inflama: "Não ouvi, está baixinho". A baiana afirma ainda: "Ele vai acabar escutando, de tão alto que foi".

Na ocasião, o secretário especial de Cultura, Mario Frias, usou as redes sociais para atacar Ivete, afirmando que a cantora se silenciou sobre casos de corrupção no governo PT e que hoje “se presta ao ridículo papel de ser animadora de militante esquerdista”.

Nesta quarta-feira, Frias também compartilhou o vídeo da coletiva de Bolsonaro e escreveu: "Agradeço todo apoio do presidente, que nos permitiu tirar a Cultura do palanque político/ideológico e devolvê-la para o homem comum. Não iremos sustentar uma pequena e arrogante elite sindical com bilhões de reais do dinheiro público."


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