05/01/2022 às 10h51min - Atualizada em 05/01/2022 às 10h51min

Sociedade brasileira de cardiologia defende vacinação infantil

A SBC diz que a vacinação para todas as idades a partir dos 5 anos é recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa

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A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) defendeu nesta terça-feira a vacinação para crianças entre 5 a 11 anos em posicionamento interpretado como um recado ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ex-presidente da entidade. A manifestação pública ocorre em meio a uma resistência do governo, que deve decidir nesta quarta-feira a recomendação final sobre a imunização infantil.

Em nota, a SBC diz que a vacinação para todas as idades a partir dos 5 anos é recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que autorizou em dezembro a aplicação do imunizante da Pfizer em crianças, e pela Food and Drug Administration (FDA), a agência reguladora dos Estados Unidos. A entidade também cita que ao menos 16 países, entre eles Alemanha, Argentina, Canadá, China, Espanha, EUA e Israel, já vacinam menores de 12 anos.

"Embora a ocorrência de Covid-19 seja menos prevalente em crianças e adolescentes, não se pode desprezar a sua frequência e nem a possibilidade de evolução desfavorável, principalmente em grupos específicos como os portadores de cardiopatias congênitas ou adquiridas. Ainda, a presença de novas variantes torna os grupos não vacinados, sejam adultos, adolescentes ou crianças, mais vulneráveis ao risco da infecção e suas complicações", afirma o texto, assinado pelo presidente do Conselho Administrativo, João Fernando Monteiro Ferreira.

A manifestação foi vista por alguns associados como uma mensagem ao ministro da Saúde, conforme publicado pela Folha de S. Paulo e confirmado pelo GLOBO.

Nesta terça-feira, Queiroga mencionou um artigo científico para contestar a decisão da Anvisa de aprovar a vacinação infantil, mas o estudo publicado no New England Journal of Medicine diz que a imunização em crianças "apresentou perfil de segurança favorável" e que "não foram observados eventos adversos graves relacionados à vacina". A fala ocorreu no mesmo dia em que o Ministério da Saúde promoveu uma audiência pública para debater o tema.


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